Hoje, muito mais que uma grande lenda, contarei também mais sobre meu mundo, o lugar onde nasci e cresci - a começar por sua própria origem, é claro!
Apreciem a leitura!
Em um momento distinto da realidade, Ghondaria já foi repleto de vida e felicidade. Suas terras áridas e tempestuosas já foram moradia para uma inúmeras espécies de seres vivos, e quase toda a sua extensão fora coberta por florestas.
O uso leviano dos Destinos despertou a insatisfação de muitos, e a ganância logo causaria a morte para grande parte das criaturas que ali viviam. A infame Guerra Arcana se faz presente na devastação que desencadeou, e na mentalidade dos que a herdaram. Ghondaria tornou-se um lúgubre mundo e, graças a temores e desconfianças entre todos, tal condição piora a cada dia...
Atualmente, alguns indivíduos dedicam suas vidas à busca por respostas para a origem de Ghondaria – seja através de comprovação científica ou misticismo, pura e simplesmente. A falta de quaisquer evidências que justifiquem tal fato leva a população a crer no Mito do Tecelão, mais comum entre os Elfos e que apresenta considerável sentido, se analisar a conjectura dos fatos historicamente comprovados.
O Mito do Tecelão
Este é um dos mitos mais velhos de toda Ghondaria, uma parábola que remonta a origem de tudo e todos em Ghondaria. E tudo começa com a presença de uma entidade superior, conhecido apenas como o Tecelão de Sonhos. Entre as demais entidades do seu tipo, sua especialidade foi a construção de Tramas – um trabalho singular, que consistia na criação de vidas a partir da divisão de sua essência vital. No entanto, a busca pela Trama perfeita obcecou sua mente, e o isolamento tornou-se a resposta natural para um trabalho tão primoroso. Por incontáveis eras permaneceu só, imerso em suas obras – até que não restasse mais nenhuma entidade para apreciar suas obras...
Cansado da solidão, o Tecelão criou seus primeiros filhos, entidades imateriais e senscientes que o apoiavam e aprovavam suas criações.
Até o dia em que tais entidades comprovaram o vazio criativo em suas Tramas, algo que o desmotivava a continuar. Foi então que, juntos, seus filhos propuseram o maior dos desafios: a criação de uma nova Trama, a maior dentre todas até então criadas.
Atiçado pelo desafio, o Tecelão começou a trabalhar arudamente nesta Trama, sem perceber que sua própria existência era absorvida em cada fio. Aos poucos, o Tecelão deixava de existir para tornar a Trama mais viva e repleta de energia espiritual.
Nascia então Ghondaria – uma terra repleta de vida e regida por uma força prímal: o Destino.
O Marco Zero das Etnias
Com o desaparecimento súbito do Tecelão, as entidades por ele criadas o procuravam zelosamente, até perceberem que sua essência vital preenchia completamente a Trama, de uma maneira singular.
Ao adequar-se plenamente a Ghondaria, cada uma das entidades tomou uma forma particular, um reflexo de suas características principais.
Tomavam forma os Primevos, fundadores das primeiras civilizações ghondarianas, uma dádiva permitida por seu Pai. Às margens do Lago da Criação (a maior concentração de água doce no arquipélago), cada um destes utilizou água e barro para moldar seus descendentes à sua imagem, semelhança e força.
O primeiro a fazê-lo foi a benevolente Allaria – posteriormente reconhecida por seus filhos, os Elfos, como a Dama da Ternura.
O Dragão Selvagem Sha'anti criou os Dragonitas, pois tão exuberante vida precisava existir em equilíbrio.
Para manter acesa a chama da honra, o Predador Fenn criou os Fenn-Rir e com eles compartilhou seu espírito e crenças.
Por fim, o ambicioso Logus buscou povoar Ghondaria com seres que sempre buscassem o melhor para o desenvolvimento mútuo e habitantes e terras, e os Homens mostraram-se fiéis a tal premissa.
A partir deste ponto, as primeiras civilizações ghondarianas dão seus primeiros passos, e a Era Ancestral teve seu início.
Continua...
Continua...
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