Esta noite, concluirei a história de minha terra, descrevendo sua realidade nas noites que estão por vir.
Aproveitem a leitura!
O Renascimento de Ghondaria
O combate encerrara-se com a Dissonância, e o mundo estava devastado. Quase toda Ghondaria se transformou em um deserto cáustico, assolado por feras incontroláveis e caóticas condições ambientais. A pouca vida que restou foi contagiada pela maldade e negativismo decorrentes da Guerra – a noite tornou-se mais densa e os dias perderam o brilho caloroso da luz.
Os sobreviventes e descendentes dos Homens foram julgados pelo Pacto Natural, e a raiva os puniu ao exílio – regressaram para os desertos a Oeste, onde deveriam viver como Penitentes pelo fim de suas vidas.
Para os integrantes do Pacto, a situação não foi menos hostil. Os Herdeiros de Allaria velaram sua criadora na Sequóia – tida por alguns como a única árvore viva em Ghondaria – e organizaram-se nas pequenas florestas que sobreviveram à Dissonância, com o intuito de reconstruir o mundo. Dragonitas e Fenn-Rir tentaram se adaptar ao novo mundo: os Herdeiros do Dragão, odiados por Elfos e Penitentes por causarem tanta ruína, tornaram-se párias, e o deserto é seu único lar. Recompostos do frenesi que os acometeu, os Herdeiros de Fenn retornaram a Bohrran e, como lição para seus descendentes, juraram preservar as construções dos Gnar'ral.
A Dissonância trouxe à Ghondaria os Hennerianos, um povo batalhador que buscava no mar aberto uma terra prometida. Perdidos na tempestade, encontraram abrigo nas remotas ilhas a oeste de Ghondaria, para então reconstruir seu mundo nelas.
Da mesma forma, uma nova Etnia se revela para os ghondarianos. Nascidos de um experimento com o Destino, os pequenos Owllianos (Homens-Coruja) resgatam muito da cultura Ancestral, como a Doutrina Metamágica e as pretensões de aprimorar o mundo, por exemplo.
Terra de Sonhos... e Pesadelos
Cerca de cento e cinquenta anos após a cruel Batalha de Allenaria, Ghondaria experimenta as esperanças de renascimento. Em meio ao medo e caos que a escuridão inspira, cada uma das Etnias deste mundo luta por um futuro mais digno.
Nas áridas terras a Oeste, as Redlands prosperam das rínas Ancestrais que a cercam. Sem qualquer recurso físico ou intelectual (um efeito decorrente da morte de Logus, que causou o esquecimento da cultura Ancestral), os Redlanders desenvolveram-se a partir do talento tecnológico, que permitiu o advento da Tecnologia à vapor – seu maior trunfo desde a perda da Doutrina Metamágica. Dessa forma, máquinas garantiram o sustento e romperam a distância causada pela fragmentação do mundo.
Os Hennerianos, melhor estabelecidos nas Ilhas Corsárias, conseguirem constituir suas cidades e cultura, nos moldes da mítica Henneria, sua terra natal. Apesar do emprego de seus talentos com o mar e construções, este povo é marcado pela desconfiança dos demais, por suas tradições exóticas e intolerância em interações sociais.
Embora sejam proscritos, os Dragonitas lutam com toda a força que possuem para manter vivas as tradições que S'haanti os ensinou – em troca da força que receberam de seu líder. Tamanha devoção se deve aos desafios constantes em sua vida, da sobrevivẽncia no deserto ao confronto com escravagistas e caçadores de outras Etnias.
Os honrados Fenn-Rir retornaram a Bohrran, para cumprir o Juramento dos Campeões, feito após a ruína dos Gnar'ral. No constante intento de restaurar o equilíbrio a partir do contato com os Veneráveis, cada um dos Herdeiros de Fenn recebe a incumbência de proteger, ao custo da própria vida, toda construção erigida por seus oponentes (motivo este que justifica sua habitação nas antigas cidades Gnar'ral). Tanto apreço por estes locais causa furor em outros ghondarianos, de tantos rumores acerca de tesouros de valor inestimável.
A Ilha Gruunak, o ponto mais distante de Ghondaria, é o lugar mais acolhedor no mundo. A simpatia dos Owllianos é grande, bem como o desejo de reconstruir o mundo em sua forma natural. Defensores formais da cultura Ancestral, os Herdeiros de Gruunak buscam utilizar a Doutrina Metamágica para um futuro próspero, à margem dos temores de Elfos, Dragonitas e Fenn-Rir...
Porém, mesmo a esperança parece irrisória contra o domínio e força da escuridão. Inquietos vagam por toda Ghondaria, alimentando-se do medo e angústia dos vivos para posteriormente tomar seus corpos. A vida passou a existir de outra forma, mesclando-se às trevas e aderindo à sua perversidade. A cada instante, Ghondaria torna-se mais e mais próxima da morte – restando aos ghondarianos a força para que um fato tão triste quanto este jamais aconteça...
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