domingo, 16 de outubro de 2011

CIVILIZAÇÃO ÉLFICA - Primeira Parte

Depois de algum tempo sem descrever mais sobre o mundo em que nasci, volto para falar do povo mais rancoroso dentre os ghondarianos, amante da terra onde vivem e obcecado em resgatar um passado tão distante e glorioso... Os Elfos, filhos da mais benevolente entre os Veneráveis e amargurados pela quase morte da vida como a conhecem...

Aproveitem a leitura!


As Últimas Terras Verdes
Outrora reconhecidos pela infindável sabedoria sobre o mundo e, principalmente, sobre o Destino, os Herdeiros de Allaria mudaram e muito desde a dolorosa Guerra Arcana. Constantemente manipulados pelo medo e desconfiança, preferem o isolamento de suas cidades ao confronto com qualquer outro ser vivo.
Como uma das Etnias mais antigas e longevas de Ghondaria, era o dever de cada Elfo zelar pelas florestas que tanto amam. Sua líder, a benevolente Allaria, ensinou-lhes o respeito e harmonia entre os povos, sempre desejando a paz para seu mundo. Conheciam intimamente o Destino, e sabiam como manipular a porção de poder que inflama suas vidas – mas o faziam com moderação, respeitando seus desígnios.
Mesmo com suas boas intenções, os Elfos possuíam poder sobre a Trama, e isso era suficiente para que outros povos tivessem receio de suas relações. Homens invejavam sua força, Dragonitas evitavam toda forma de confronto e os Fenn-Rir estavam cientes de que tal conhecimento causaria riscos para a Trama.
Em pouco tempo, as incertezas se confirmariam. Os Homens, já cientes da manipulação do Destino, começam a causar as primeiras feridas em Ghondaria. Antes que pudesem intervir, a Guerra Arcana estava em seu princípio. Em um último esforço para impedir o avanço da destruição, convocaram Dragonitas e Fenn-Rir para forjarem o Pacto Natural, em defesa de sua terra.
Anos de Guerra causaram tristeza e dor para os Elfos, que até então não conheciam nada disso. Muitos pereceram pelo desespero, em vez da morte, e os esforços de Allaria eram ínfimos para unir seus Filhos. A cada embate, a Guerra chegaria ao seu ápice: o medo tornava a vitória dos Homens mais e mais próxima – até que os Fenn-Rir cumprissem seu papel no Pacto, na Batalha de Allenaria.
A esperança residente nos Elfos sobreviventes dissolveu-se por completo com a Dissonância, e a escuridão engolfou suas mentes. Julgaram os Penitentes (um termo que utilizam com desdém) pelo rancor , e o Sacrifício de Allaria (última prece realizada pela Primeva para salvar seu povo) os instigou ao isolamento em suas cidadelas...

Os Refúgios Élficos
Diferente do que ocorre na organização das outras civilizações, Allaniya é um país oculto. Suas cidades, envoltas pelo Destino e pelas cópas de árvore, dificilmente recebem visitantes – isso depende apenas dos desígnios da liderança local. Algumas cidades existem na campina onde antes a floresta se fazia presente, em função do Juramento de Allaria: usar seu conhecimento para reconstruir as florestas destruídas no passado. Entretanto, a paranóia que os acomete mostra-se mais forte, e nada neste mundo parece fazê-los mudar de ideia...
Dentre as principais cidadelas Élficas, destacam-se:

Altaria, o Berço Élfico
População: 5.670 habitantes (80% Elfos, 10% Dragonitas, 10% Fenn-Rir);
Riqueza Líquida: Nenhuma;
Liderança Política: Melinda Siannodel, Dama do Lago;
Referência Cultural: No interior da Sequóia – a maior e meis velha dentre as árvores – é possível sentir a presença cálida de Allaria, que a plantou no início dos tempos e, posteriormente, a utilizou como seu túmulo.
Entre os galhos de sua vasta copa, encontra-se a cidade propriamente dita: residências Élficas, escolas e organizações de seu interesse. Na base oca da árvore, as representantes da Ordem da Sequóia-Mundo mantêm ritos e tradições Ancestrais, ensinados pela própria Dama da Ternura em seu leito de morte. A partir dessas premissas, a vida dos sobreviventes é orientada em busca de um futuro digno.
Por sua relevância histórica e cultural, Altaria é fortemente protegida por arqueiros e guerreiros experientes de seu povo – uma prova do quão importante esta cidadela é para os Herdeiros de Allaria. Ademais, a energia emanada pela Sequóia é capaz de restaurar as feridas de qualquer um que a toque (energia esta que os Herdeiros de Allaria pretendem utilizar para as feridas do mundo);

Idíllien, a Torre Mágica
População: 4.325 habitantes (95% Elfos, 5% Outros);
Riqueza Líquida: Nenhuma;
Liderança Política: Lucius Hyrúndiel, patrono da Casa da Pira Espiritual;
Referência Cultural: Construída nos primórdios da Era Ancestral, a colossal torre de ferro que abriga a cidadela de Idíllien emergiu da comunhão entre Homens e Elfos (uma união atualmente inconcebível). A cada um dos duzentos andares que compõem a torre, bibliotecas e academias para manipuladores do Destino confirmam o apreço regional pela Doutrina Metamágica e seus maiores segredos.
A população em Idíllien é toda categorizada em Casas – linhagens familiares com tradição na Metamagia. Durante suas vidas, competições são realizadas entre as casas, na forma de duelos formais, ou em condutas que sejam abertamente contestadas. Ao vencedor do duelo, resta o abraço da lei e a submissão do derrotado (de acordo com o grau da contestação).
A falta de controle, por parte das Druidas, nas leis vigentes em Idíllien provocam constantes desentendimentos entre as Casas – e, graças a isso, sua organização está chegando ao colapso. Depois de vencer a última Disputa dos Sábios (a maior dentre as competições Metamágicas na cidade, cujo vencedor assume sua Regência), Lucius Hyrúndiel, líder da Casa da Pira Espiritual, recebeu o desafio de todas as Casas que compõem a população. O que a maioria não sabe é que o jovem Metamago possui poder suficiente para destruir qualquer um que se oponha aos seus ideais...

Indúniel, a Terra da Renascença
População: 3.765 habitantes (85% Elfos, 5% Dragonitas, 5% Fenn-Rir, 5% Outros);
Riqueza Líquida: Nenhuma;
Liderança Política: Laucídius de NathGhallen, comandante das Hostes Verdes;
Referência Cultural: À norte da floresta, uma grande fortaleza se mantém de pé no centro da savana. Construída pelos Homens Ancestrais no ardor da Guerra Arcana, tal edificação resistiu às agressões ambientais e temporais e serviu de abrigo para os Elfos da região, que perderam suas casas com a morte da floresta.
Graças ao conhecimento guardado naquele forte, Indúniel é a cidadela mais armada em Allaniya. Em seu interior, são formados os melhores combatentes Élficos – preparados para qualquer tipo de situação, mesmo se suas vidas dependerem disso. Versados no manejo da Espada e do Arco (as armas que Allaria abençoôu nos tempos de combate), soldados são confiados a cada uma das principais cidadelas para proteger seu patrimônio das intenções de qualquer um que não pertença ao seu povo.
Sob o comando do imparcial Comandante Laucídius de NathGhallen, alguns guerreiros tomaram partido da transgressão praticada pelos Penitentes de uma cidade vizinha, Highwoods. Suas invasões possuem finalidade mesquinha, e ferem Ghondaria vagarosamente – portanto, cabe aos Elfos puni-los adequadamente (e tal conduta, provavelmente, dará início a um novo embate).

Seraphiel, a Fornalha Élfica
População: 3.371 habitantes (90% Elfos, 10% Outros);
Riqueza Líquida: Nenhuma;
Liderança Política: Lûnnriel Demounrudis, Druida da Ordem da Sequóia-Mundo;
Referência Cultural: Na região de Allenaria, lembrada por muitos graças ao desfecho da Guerra, encontra-se a cidadela de Seraphiel. Uma vez que tal região está sempre encoberta por uma densa névoa, não é necessário o esforço da população para encobrir suas moradias (ao mesmo tempo que tal fenômeno também causa a morte de muitos que por ali se aventuram, poucos moradores ousam sair).
Seraphiel é uma das cidadelas mais antigas de Allaniya e, quiçá de Ghondaria. Sua tradição na manufatura também é antiga: graças à sua localização, a cidade servia de conexão entre os povos, e muito do conhecimento Ancestral foi transmitido entre as gerações.
Atualmente, a dificuldade para outros povos localizarem a cidade forneceu aos habitantes de Seraphiel um legado único: em seu território, a Cristalomancia (um dos campos mais poderosos da Metamagia Ancestral) ainda é desenvolvida, e suas fornalhas produzem o lendário metal Ochiralcon para armas e outros aparatos.
Tanto conhecimento está sob proteção da Guilda do Punho Prateado e de Lûnnriel Demounrudis, liderança política e espiritual nos arredores. Poucos são escolhidos para receber este conhecimento, e qualquer um que ouse levar tão perigoso saber para fora estará condenado por seus irmãos...

Ansalônia, a Cidade Sem Armas
População: 3.780 habitantes (85% Elfos, 10% Dragonitas, 5% Outros);
Riqueza Líquida: Nenhuma;
Liderança Política: Liesenandre Taloaris, patronesse da Ordem dos Punhos de Carvalho;
Referência Cultural: À vista daqueles que se aventurem na região de Allaniya, poderão encontrar uma vistosa cidade, cercada por quatro grandes Carvalhos. Como a única cidade aberta para visitantes, Ansalônia vive sob os ditames estabelecidos na Era Ancestral: o medo comum aos Elfos da região não se faz presente, muito pelo contrário. Sua população é bem conhecida pela disciplina que os rege – a coexistência pacífica com a vida em geral.
Por este motivo, existem divergências entre a população em Ansalônia e as Druidas da Sequóia-Mundo. Por um lado, as seguidoras de Allaria buscam a proteção de suas terras e população a partir do isolamento – e, sob a ótica dos ansalonianos, só conseguiram curvar-se à loucura.
No entanto, a cidade está bem protegida graças a uma tradição abandonada pela maioria dos alaniyanos: o combate desarmado. A grande maioria da população pertence à linhagem Sindalë, que desprezava o uso de armas em troca do aperfeiçoamento natural. A maior prova deste dogma é a Ordem dos Punhos de Carvalho, que transmite a lendária doutrina marcial de mesmo nome (que torna seus usuários fortes e resistentes como o mais velho dos carvalhos). O maior receio das Druidas está na liberdade praticada por seus mestres, que ensinam a doutrina para qualquer um que se mostre apto – mesmo se pertencer a outra Etnia.

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