sexta-feira, 16 de março de 2012

CIVILIZAÇÃO HENNERIANA - Parte Um

Saudações, humildes visitantes.

Esta noite, descreverei uma das culturas mais exóticas da atual Ghondaria, por derivar de um mundo distante do primeiro: os Senhores do Mar, os Hennerianos!

Apreciem a leitura.



As Jóias do Mar Aberto
Mesmo com tamanha desconfiança de Redlanders, Elfos e os demais povos, os Hennerianos enfrentam com força e persistência os desafios que Ghondaria propõe para sobreviver e prosperar em sua nova terra. A única razão provável para nutrir tal suspeita está no vago conhecimento de sua origem – uma história que desperta o pesar profundo entre os membros deste povo...
Diz a lenda que, muito distante de Ghondaria, existia uma pequena ilha, isolada no Mar Aberto. Seu nome era Henneria, por servir de morada a um grande homem, de pele ebônea e cabelos radiantes como os primeiros raios da alvorada.
Seu nome era Hennier, e sua vigia fiel sempre estava disponível. Não se sabe o porquê de sua estada em tão insólito lugar, mas muitos Hennerianos atribuem tal fato a um crime praticado anteriormente, e sua história na ilha que nomeou seria sua penitência.
Hennier logo se envolveu com Marínia, a Imperatriz dos Mares, e os primeiros Hennerianos surgiriam como frutos desta relação duradoura. O passar dos anos era lento para este casal, que acompanhou de perto o crescimento de seus filhos.
Em pouco mais de um século, Henneria estava povoada – mas o crescimento deste povo não findou.
Não havia perspectivas de encontrar uma nova terra para os irmãos que nasceriam, mas precisavam sair de Henneria antes que sua morte fosse inevitável. Por muitos dias, construíram navios até que Marínia concordasse em ajudar seus filhos.
O Grande Êxodo, como ficou conhecido este evento, atiçou a ira de Hennier, que não podia sair de Henneria por razão alguma. A “traição” de Marínia o deixou com muita raiva, a ponto de mobilizar a força dos vulcões subaquáticos em uma violenta explosão.
A Imperatriz dos Mares ficou para defender seus Herdeiros, sacrificando-se por eles. No entanto, poucos conseguiram sobreviver ao impacto do ataque de Hennier. Mares tempestuosos surgiram no caminho, até que apenas um dentre os navios da frota Henneriana pudesse chegar à Ghondaria são e salvo.
Os sobreviventes depararam-se com o término de uma caótica tempestade, numa das ilhas menores que compunham o arquipélago. Depois de reorganizados e mobilizados a se recompôr das perdas, sua população cresceu e dividiu-se nas quatro ilhas que circundavam Ghondaria – no intuito de reconstruir uma civilização maior e mais duradoura que a cidade que deixaram para trás...

As Quatro Pérolas Corsárias
Diferente das demais Etnias ghondarianas, as Ilhas Corsárias não compõem uma nação propriamente dita: cada uma das quatro Ilhas do Mar Purpúreo possui autonomia e arquitetura próprios, de acordo com suas condições ambientais e/ou finalidades para a sociedade.
No ponto de vista geral, as técnicas de construção Hennerianas caracterizam-se pela simplicidade. Cabanas rústicas de madeira e teixo são comuns no litoral, enquanto que organizações de grande porte ou influência são construídas com pedra, ferro ou materiais de resistência semelhante (como é o caso da Pérola, visto adiante).
Segue abaixo a descrição de cada uma das quatro Ilhas que compõem o Arquipélago das Corsárias, bem como sua relevância econômica e cultural para os Herdeiros de Hennier e Marínia.

Pérola, o Forte dos Mares
População: 1.860 habitantes (85% Hennerianos, 5% Redlanders, 5% Owllianos, 5% Outros);
Riqueza Líquida: 6.000.000 B$;
Liderança Política: Julius Barken, Almirante das Hostes Peroladas;
Referência Cultural: Cercada por altos muros de madrepérola, a Ilha de Pérola serve de base fundamental da cultura Henneriana. Ao redor do Túmulo de Marínia – uma grandiosa estátua de madrepérola, em homenagem ao sacrifício de sua Mãe – estendem-se as torres e construções que compõem a cidade mais antiga deste povo.
Muitos templos e relicários apontam a orientação religiosa dos habitantes locais: apenas a Imperatriz dos Mares recebe o cuidado e respeito cabível a outros cultos religiosos – ao contrário de Hennier, que passou a ser um traidor de sua cultura.
Nesta cidade, encontra-se o Forte Perolado sede das Hostes Peroladas de Ghondaria – o único exército especializado em combate marítimo que se tem notícia (motivo este que inspira orgulho em seus habitantes) e a Irmandade dos Tridentes Prateados, o maior dentre os cultos em honra à Marínia e responsável pela Festa dos Bons Ventos: a maior celebração dos Hennerianos, e uma das mais tradicionais festas de Ghondaria.

Atol Rubro, a Ilha dos Pecados
População: 2.315 habitantes (80% Hennerianos, 10% Redlanders, 5% Owllianos, 5% Outros);
Riqueza Líquida: 10.745.000 B$;
Liderança Política: Lillien D'Avignon, ex-Bucaneira;
Referência Cultural: Se comparada às outras Ilhas do Arquipélago, Atol Rubro destaca-se como a mais próspera cidade Henneriana. Considerada por muitos o “paraíso dos hedonistas”, toda forma de diversão (seja legal ou ilegal) possui livre acesso para quem puder pagar: cassinos, prostíbulos, bares, arenas de luta e bares funcionam dia e noite na “Ilha Insone”, como já é popularmente conhecida.
O que poucos sabem, no entanto, é o crescimento assombroso da criminalidade nos arredores. Diversas gangues possuem seus territórios bem delimitados e o Submundo é a fonte mais lucrativa de trabalho em Atol Rubro. Ainda que a Regente local – a ex-pirata Lillien D'Avignon – tenha unido todos os bandidos da região em sua causa, cada um possui o direito de manter seu “trabalho sujo” – das zonas de meretrício que recrutam jovens inocentes a contrabando e tráfico de escravos, por exemplo. Porém, o ingresso no Submundo não é livre: diversas taxas são pagas em troca de um nicho, e a sua proteção necessária para exercê-lo.
Apesar da reprovação de alguns, D'Avignon é bem respeitada e admirada em Atol Rubro, e não é por menos. De uma Ilha humilde e miserável, a jovem Regente a transformou em um paraíso. Rumores dizem que tanto dinheiro se deve à sociedade com a grande maioria dos criminosos na cidade; outros, entretanto, apontam D'Avignon como a líder do Sindicato das Presas Dançantes, um dos maiores em Ghondaria. Mas ninguém nunca ousou denunciá-la ou, tampouco, acusá-la formalmente...

Nova Henneria, Terra do Recomeço
População: 2.180 habitantes (75% Hennerianos, 10% Redlanders, 10% Owllianos, 5% Outros);
Riqueza Líquida: 5.766.000 B$;
Liderança Política: Jean-Paul Spikespear, ex-Caçador;
Referência Cultural: Apesar do respeito incondicional de todos à Pérola, foi em Nova Henneria que o Recomeço para os Hennerianos teve início. As primeiras casas, linhagens e resquício de seu povoamento em Ghondaria permanecem intactas, em sinal de respeito dos habitantes.
Situada na porção Oeste da ilha mais ao sul do arquipélago, Nova Henneria possui maior relevância no aspecto político de sua população. No centro da cidade, uma torre de pedra e recifes é utilizada para toda reunião promovida pelo Concílio dos Corsários – o grupo composto pelas lideranças políticas no arquipélago – no primeiro dia de cada Período.
Entretanto, a maior discrepância entre os moradores de Nova Henneria e das demais Ilhas é sua fervorosa devoção por Hennier: o ataque conduzido por sua ira seria, na verdade, uma provação para seus Herdeiros; logo, Marínia deveria ser condenada por interferir em tão relevante processo. Para manter viva sua memória e seu credo, a Sociedade dos Irmãos Benevolentes trabalha arduamente com seu crescente número de devotos.
Os costumes ensinados pelo Benevolente ainda persistem, como a prática de jogos na Arena dos Bravos (a única em toda Ghondaria) e a Festa do Nascimento – de porte semelhante à Festa dos Bons Ventos, realizada em Pérola – para o desagrado de quem defende a crença na Imperatriz dos Mares...

Porto Arco-Íris,
População: 1.720 habitantes (65% Hennerianos, 10% Dragonitas, 10% Elfos, 5% Redlanders, 5% Owllianos, 5% Fenn-Rir);
Riqueza Líquida: 4.997.000 B$;
Liderança Política: Harriet Andersen, matrona das Filhas do Mar; e Marty Andersen, patrono dos Filhos de Hennier;
Referência Cultural: Na porção Leste da ilha mais ao sul do arquipélago, Porto Arco-Íris destaca-se por muitos fatores além da localização.
Primeiro, seu clima temperado permite a produção de frutas exóticas e a pesca, como a Pêra Arco-Íris, principal produto da região, e o Salmão-Predador (peixe de águas profundas, bem apreciado e único nos arredores).
Segundo, a mata exuberante e incomum em outras regiões ghondarianas tornou-se patrimônio daquele mundo – um santuário natural que ninguém jamais destruirá. Muitas espécies em extinção encontram-se bem protegidas em Porto Arco-Íris, graças ao trabalho conjunto de Dragonitas e Fenn-Rir.
Terceiro, a própria cidade caracteriza-se pela liberdade para todos que ali viverem. Não existem disputas entre os credos a Hennier e Marínia (para o descontentamento de seus vizinhos em Nova Henneria), e os demais ghondarianos ali instalados serão tratados igualmente. Caso alguma dissidência venha a ocorrer nos arredores, o acesso à cidade para os envolvidos será vetado.
E, por fim, os Rituais de Confraternização – cerimônias que visam a comunhão entre os povos – acontecem uma noite por Período, um exemplo a ser seguido por todos em Ghondaria. A partir da comunhão dos Destinos, amizades nascem e qualquer tipo de rivalidade ou intolerância desaparecem (algo que poderia muito bem se aplicar a toda Ghondaria...).

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