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A Ilha dos Sábios
No apogeu da Era Ancestral, a manipulação da Metamagia tornou-se o maior dos legados para os habitantes de Greenlands. Na condição de líder deste povo, Logus sempre buscou o ápice de sua civilização, sem medir esforços ou consequências para cumprir suas escolhas.
Um dos principais erros de conduta tão mesquinha foi a morte gradual da vida no Oeste, e a oposição de alguns manipuladores tornou-se natural (pois seu conhecimento vinha do respeito ao Destino e seu respectivo equilíbrio). No entanto, poucos fizeram a diferença como Gruunak fez.
Admirado por muitos por sua genialidade sem precedentes, Gruunak possuía o talento nautral para a Metamagia: sua prática, para ele, era tão fácil quanto respirar. Com a devida concentração, poderia fazer o que quisesse – e, da mesma forma, não faria o qualquer coisa conra seu mundo.
Genioso como poucos, o simpático Metamago confrontou-se com Logus, por não desejar a Guerra como seu líder fazia. Sabia que algo estava errado, e preferiu não se envolver. Considerado traidor dos Homens, logo soube que Logus forneceu ordens para caçá-lo e julgá-lo por alta traição – mas, em virtude do respeito que adquiriu entre os Metamagos, ninguém ousou colocar-se no seu caminho.
Graças a um ritual conhecido por poucos, Gruunak fez emergir uma ilhota no Mar Aberto, e lá construiu sua morada. Deixou a Guerra para trás, graças a rituais de proteção, e viveu em paz por um bom tempo. Como o amante da vida que sempre foi, Gruunak começou a moldar padrões do Destino como melhor aprouvesse aos seus caprichos – entre suas criações, destacam-se o Tourrag (réptil bípede de grande agilidade e resistência) e os primeiros Owllianos – uma fascinante fusão entre um ser humano com uma coruja.
Com o apoio de seus auxiliares, Gruunak conseguiu aprimorar a Metamagia a um ponto inatingível para sua cultura, em tempos de Guerra. Autômatos, Motores Arcanos e outros projetos foram postos em prática e, no mesmo ritmo da Metamagia, a mentalidade dos Owllianos desenvolvia-se. Aos poucos, o próprio Metamago ficaria satisfeito com sua criação aprendendo a viver em sociedade e desenvolvendo cultura. Posteriormente, o maior contato com o Mundo dos Sonhos (por ele descoberto em suas incessantes pesquisas) tornou possível a mudança de seus hábitos – logo, projetos mecânicos deixaram de ser interessantes, por não se aproximarem da vida propriamente dita.
Até que o término da Guerra chegasse, graças aos caóticos efeitos da Dissonância. Por maiores que fossem suas proteções místicas, a Ilha Gruunak também foi afetada. Seu criador teve um final semelhante ao de Logus, e sua morte resultou no maior contato com o Mundo dos Sonhos – despertando em seus pupilos a humanidade qua antes cabia apenas ao seu criador.
Muito tempo se passou, e Ghondaria transformou-se completamente – mas nada se sabia da Ilha Gruunak, até que os Owllianos surgissem com sua hospitalidade e conhecimentos ímpares (sinais suficientes para, após tudo que aconteceu, causar temor em todos que respeitam a história...)
As Moradas do Saber Perdido
Em função do tamanho físico da Ilha e da própria estatura de seus habitantes, Gruunak possui apenas duas cidades – com espaço e acomodações suficientes para todo seu contingente étnico.
Ainda que possua traços da arquitetura Ancestral, suas torres são altas o bastante para que alcem vôo e, ao mesmo tempo, estabeleçam pontes e passarelas entre cada construção.
A Metamagia não se faz presente da forma clássica, com autômatos no serviço braçal: graças à conexão de máquinas com as torres de moradia, braços mecânicos e outros acessórios são manipulados – como se cada torre correspondesse a um autômato. À altura do solo, permanecem sob proteção as construções erigidas pelopróprio Gruunak
Segue agora a descrição das Cidades Gêmeas da Ilha Gruunak, bem como os aspectos que melhor as descreve.
Arislam, o Recanto Ancestral
População: 2.500 habitantes (95% Owllianos, 5% Outros);
Riqueza Líquida: 8.500.000 B$;
Liderança Política: Howllard Bloomis, grão-mestre da Biblioteca Gruunak;
Referência Cultural: Ao redor da suntuosa mansão que pertenceu a Gruunak, as torres de Arislam emergem no horizonte. No interior da casa, eruditos estudam noite e dia os tomos e registros pertencentes ao respeiável Metamago, incumbindo-se também de sua proteção.
Ultimamente, a função destes estudiosos é a busca de rituais e procedimentos Metamágicos que visem a reconstrução da ordem natural em Ghondaria – em outras palavras, a quebra dos limites na manipulação da Doutrina Metamágica, e a eliminação da Dissonância, algo muito difícil de ser evitado.
Em Arislam está sediado o Culto Asas da Mente, destinado a proteger a memória e trabalhos desempenhados por Gruunak, e a Sociedade das Lâminas Místicas – composta pelos melhores Magi-Duelistas de toda Gruunak, e com a finalidade para proteger seu povo.
Ghym, a Terra da Ascensão
população: 1.879 habitantes (95% Owllianos, 5% Outros);
Riqueza Líquida: 10.000.000 B$;
Liderança política: Clowlldia Goldfeather, patronesse da Balança de Ouro;
Referência Cultural: Apesar de sua localização, entre as colinas escarpadas na costa da Ilha, Ghym possui elevada importância comercial e cultural não apenas para os Owllianos, mas para os demais povos ghondarianos.
Nos arredores da Grande Oficina de Gruunak, onde muitos de seus trabalhos se concretizaram, suas torres emergem na encosta, com destaque para o Farol: a maior dentre todas as torres em Gruunak, que sempre mantém-se iluminada para os viajantes no Mar Aberto.
Para todos que vivem na cidade, a Oficina tornou-se um lugar especial graças à Elevação de Gruunak, como ficou conhecida sua morte. Graças a um intenso desequilíbrio no Destino, Gruunak desvaneceu-se em energia, e tal essência resultou na sensibilidade para seus rebentos.
Desde então, este lugar transformou-se na Catedral do Grande Sábio, local de adoração para todos os Herdeiros de Gruunak, e também a sede para a Sacra Irmandade Metamágica – culto que coordena e defende a prática Metamágica pelo bem de toda Ghondaria.
A cidade também sedia a Balança de Ouro, responsável por toda transação mercante com outros países e pela manutenção no Porto de Ghym (em um acordo cooperativo com os comerciantes).
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